Em Julho, Porto Feliz terá apresentação da Orquestra Filarmônica Bachiana sob regência do maestro João Carlos Martins

Porto Feliz, 18 de Junho de 2019

No mês de julho, a cidade de Porto Feliz receberá uma apresentação da Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP, sob a regência do maestro João Carlos Martins.

O espetáculo será gratuito e acontecerá no dia 12 de julho, às 20hs, na Praça da Matriz.

A realização do evento é da FIESP/SESI, com apoio da Prefeitura de Porto Feliz.

Orquestra Bachiana Filarmônica SESI-São Paulo

A Bachiana Filarmônica fez seu primeiro concerto em 2004 na prestigiada Sala São Paulo. Depois disso, com um repertório que inclui sinfonias de Beethoven, Brahms, Tchaikovsky , apresentou-se nas mais importantes salas de concerto do Brasil e também no exterior. O grupo gravou as Suítes Orquestrais de Bach, que são obras precursoras das grandes sinfonias compostas nos séculos seguintes.

Em 2006, o maestro João Carlos Martins fundou a Orquestra Bachiana Jovem, que tinha por objetivo trabalhar na evolução musical de jovens musicistas e ao mesmo tempo democratizar a música clássica apresentando-se para pessoas que jamais tiveram acesso às salas de concerto. As apresentações estenderam-se desde pequenas cidades, como Sobradinho, até comunidades mais carentes, através da série de concertos em todos CEUs da Capital Paulista e diversas escolas públicas e praças pelo Brasil afora. A Bachiana Jovem também gravou sob a regência do maestro o CD “Paixões”, com diversas faixas em que ele volta ao piano.

Em 2009 as duas orquestras fundiram-se, formando a Bachiana Filarmônica SESI-São Paulo, um grupo composto por alguns dos melhores profissionais brasileiros, e de jovens que se destacaram sobremaneira no universo da música clássica no Brasil, no total de 65 músicos. Naquele ano foi adotada pelo SESI de São Paulo, formando hoje a maior orquestra da iniciativa privada do Brasil, sem nunca abandonar seus ideais.

Biografia João Carlos Martins

João Carlos Martins ocupa um lugar ímpar no cenário musical brasileiro, tendo sido considerado um dos maiores interpretes de Bach do século XX pela crítica internacional, do qual registrou a obra completa para teclado.

Nasceu em São Paulo, no dia 25 de junho de 1940 e iniciou seus estudos de piano aos oito anos com o professor José Kliass, aos treze iniciou a sua carreira no Brasil e aos dezoito no exterior.

Seus concertos no Carnegie Hall, após a sua estréia aos vinte e um anos em apresentação patrocinada por Eleanor Roosevelt, sempre tiveram lotação esgotada.

Suas gravações estiveram muitas vezes entre as mais vendidas e jornais como New York Times, Washington Post e Los Angeles Times sempre dedicaram reportagens entusiasmadas pela sua personalidade artística.

Abandonou definitivamente os palcos como pianista no ano de 2002 por problemas físicos.

É o único músico brasileiro que teve a sua vida registrada por cineastas europeus por duas vezes, Die Martin’s Passion, uma co-produção franco-alemã dirigida por Irene Langman, assistido por mais de um milhão e meio de pessoas na Europa e vencedor de vários festivais internacionais, e Revêrie dos cineastas belgas Johan Kenivé e Tim Herman. Recentemente a TV Cultura realizou um documentário dirigido por José Roberto Walker denominado “O piano como destino”, que será exibido em vários países em 2016.

Em 2004 iniciou os seus estudos de regência. Apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que o fez quando pianista.

Em 2006 idealizou a Fundação Bachiana, cujo tema é a arte e sustentabilidade.

Hoje, aos 75 anos, construiu uma sólida carreira com a sua Bachiana Filarmônica SESI-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar em janeiro de 2007 no Carnegie Hall, feito repetido em 2008.

João Carlos e sua Bachiana retornaram a Nova York em 2009 e 2010, desta vez no Lincoln Center, levando mais uma vez o nome do Brasil para plateias internacionais. Em 2011 voltou aos Estados Unidos, com concertos no Broward Center em Fort Lauderdale, e no Avery Fisher Hall do Lincoln Center em Nova York, levando desta vez como convidados ritmistas da Escola de Samba Vai-Vai, e juntos mostraram em concertos emocionantes, a influência africana e sua contribuição definitiva, desde quando escravizados no Brasil, o que ajudou a formação de nossa identidade musical.

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